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Aos Adventistas
Desde: 15/02/2003      Publicadas: 46      Atualização: 12/04/2012

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 Adventismo

  14/11/2011
  3 comentário(s)


A igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita? " Parte 1


Por que se incomodar com os Adventistas do Sétimo Dia? Muitas pessoas talvez olhem com aborrecimento ao que tenho proposto nesse blog. Classificar os Adventistas como 'seita' é realmente justo?

O que seria uma seita? O ponto de vista cristão protestante defende corretamente que, seita é todo grupo religioso que se afasta das verdades centrais do Cristianismo, como a suficiência e inerrância bíblicas, Trindade e salvação pela graça. Outros fatores que tem sido indicado é se, o grupo tem um 'líder' humano e/ou se tal grupo se coloca como entidade detentora da verdade salvadora.

A tradicional colocação que "a pregação fiel da palavra e a correta administração dos sacramentos" é uma proposta bem interessante. (Não tenho me fiado em tal definição de igreja verdadeira, pois acho um pouco que essas evidências são mais subjetivas, não sendo uma marca definitiva.)

Três assuntos básicos me convencem que o Adventismo é herético:
1) A crença em Ellen White. 2) A doutrina de 1844. 3) Legalismo em torno do sábado. 4) A negação da inerrância bíblica para salvaguardar Ellen White.

Precisamos então percorrer os corredores da fé Adventista para chegarmos a uma conclusão exata. E descobrir se eles estão enquadrados no que se figura como uma seita.

UM BREVE RESUMO
Daniel 8.14 menciona um período de 2300 dias. Um americano de nome Guilherme Miller, em 1818 fez uma contagem desse período de forma substitutiva, computando um dia por um ano, teve um longo período de dois milênios e três séculos, fez uma associação desse período com um evento importante para os judeus no ano de 457 AC que, segundo ele, esta data era o início da contagem dos 2300 dias, ou anos. Cristo voltaria então ao fim desses 2300 anos, exatamente no dia 22 de outubro de 1844.
Embora Miller chegasse a essa conclusão em 1818, ele só passou a anunciar isso publicamente a partir de 1831. Como isso não se cumpriu, uma jovem que se tornaria profetisa do movimento aderiu à mensagem de Miller, Ela disse que a data e os cálculos estavam certos, mas o que se esperava ao fim dos 2300 anos é que foi um equívoco.
Seu nome Ellen Harmor (depois do casamento Ellen White). Então ela disse que Jesus passou para outra parte do Céu, levando avante Sua obra de salvação e investigando as vidas dos crentes e suas obras. Mas deve ser dito que essa idéia, de "espiritualizar" a vinda de Cristo em outubro de 1844 não foi de origem de Ellen White e sim de outro adventista de nome Hiran Edson (Desmascarando as Seitas, p.12). Essa doutrina que se produziu da decepção de 1844, agora recebe uma nomenclatura, o Juízo Investigativo.
Com um malabarismo de textos bíblicos fora de seus contextos, usando complicadas e questionáveis aplicações de versículos de certas partes da Bíblia com outra, ela conseguiu introduzir, com muito sucesso, uma visão espiritualizada daquilo que se esperava para o fim do período de 2300 anos, bem como amenizando a grande decepção de 22 de outubro de 1844. Dessa forma, Ellen White se tornou na principal responsável da existência do movimento adventista. Mesmo que outros tenham tentado, ela se saiu melhor, e com a imposição de uma nova identificação para seus seguidores, a saber: Adventistas do Sétimo Dia! Se diferenciando dos outros Adventistas, ela fez com que uma religião surgisse de um acontecimento fracassado.
Não foi sem motivo que o autor Reformado Antony Hoekema colocou isso como sendo "resultado de um desacerto [...]"(As quatros principais seitas [inglês], 1963, p.144). E faz a seguinte ponderação da doutrina do Juízo Investigativo dizendo:

"A conclusão inescapável é que o ensino adventista do sétimo-dia sobre o julgamento investigativo é simplesmente uma saída para uma predição embaraçosa. Ao invés de admitir, como fez Miller, que um sério erro havia sido cometido na interpretação das Escrituras, esses líderes adventistas agarraram-se freneticamente à data que Miller estabelecera, e deram a essa data um significado que ele mesmo jamais considerou. A doutrina do julgamento investigativo, portanto, uma das doutrinas chaves do adventismo do sétimo-dia, é uma doutrina construída sobre um erro!"(As quatros principais seitas [inglês] 1963,p.145).

O ano de 1844, não é apenas uma alínea no esquema doutrinário adventista, mas é a base de sua existência. Pois houve um esforço de manter esse ano entre as doutrinas adventistas, ao invés de abandoná-lo. Ainda que tal "ano" traga algumas dificuldades para esse movimento religioso.
Um dos objetivos dessas postagens (que futuramente será disponibilizado em pdf) é fazer uma breve análise do Adventismo e do que Ellen White disse sobre 1844 em seu principal livro: "O Grande Conflito". A proposta é olhar com mais atenção em alguns trechos do livro, e julgar se essa fonte tem conclusões equilibradas. A natureza atual da doutrina do Juízo Investigativo receberá atenção. Esse Juízo é um evento com data marcada. Vinte e dois de outubro de um mil oitocentos e quarenta e quatro. O objetivo é pesar a evidência bíblica apresentada pelo Adventismo para chegar ao ano de 1844. A proposta não é apenas com a perspectiva da crítica do ensino. Mas, além disso, uma investigação das bases hermenêuticas e históricas no ponto de vista de eruditos bíblicos, adventistas, ex-adventistas e principalmente da própria Ellen White.
A importância dessa investigação atinge não apenas um dentre vários ensinos de uma igreja. A importância do ano de 1844 para o Adventismo é o mesmo que a doutrina da justificação para os protestantes ortodoxos. Packer chama a doutrina da justificação de "[...] centro da tempestade da Reforma protestante" (Teologia Concisa, 1999, p.154). Ellen White, porém, disse sobre a importância de 1844, usando o texto 'prova' dessa doutrina, nos seguintes dizeres:

"A passagem que, mais que todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do advento, foi: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado." Daniel 8:14"(O Grande Conflito,1975, p.408).

Se Ellen White é tão importante para esse grupo religioso, e ela estabeleceu o ano de 1844 desta maneira, esse é um sustentáculo incalculável para o Adventismo. Quando um adventista tenta minimizar a importância de 1844 para os críticos, ele está na verdade em desacordo com a profetisa adventista, e definitivamente contra a existência do movimento.
Para mostrar como 1844 tem uma marca na existência do Adventismo, algumas porções do livro de Clifford Goldstein, teólogo Adventista, demonstrarão isso de maneira definitiva. Já postei isso:

"O Senhor tirou-me do pecado, da morte e da alienação e vazio de uma vida afastada de Deus, e elevou-me não apenas a um conhecimento de Jesus, mas ao adventismo, à verdade presente, ao movimento mais importante desde a Reforma Protestante." (GOLDSTEIN, 2003, p.7).

O conhecimento de Jesus ficou classificado como "apenas", pois além disso recebeu o Adventismo! E ainda disse que o movimento mais importante desde a Reforma é o que ficou conhecido como movimento adventista. Mas o ponto em questão é que ele diz mais adiante sobre o Adventismo e 1844:

"Ou a data de 1844 é verdadeira e temos a verdade, ou é falsa e nós herdamos uma mentira e a temos propagado" (GOLDSTEIN, 2003, p.13). Essa é uma declaração muito comprometedora!

De fato, ele chega a chamar o "Juízo investigativo de 1844, o pilar teológico de nosso movimento [...]" (GOLDSTEIN, 2003, p.14). Segundo esse autor adventista, esse é o movimento pós Reforma de maior importância para o cristianismo, um movimento que está alicerçado em uma teologia que sustenta o dia 22 de outubro de 1844 como a data que Cristo passou para uma segunda fase de sua obra expiatória e entrou no Santo dos Santos celestial para investigar a vida dos cristãos. Antes, porém, esse grande movimento esperou Jesus voltar literalmente nessa data.

Dado a importância de tal ano, investigaremos em postagens futuras, especialmente a interpretação de Daniel 8.14. Pelas palavras da própria Ellen White, esse é 'o texto chave' para interpretação do Juízo de 1844. Precisa ficar claro o que esse texto ensina e qual o procedimento hermenêutico que ela adotou. Outros fizeram investigação semelhante com competência singular. Abrindo caminho para mais pessoas perceberem o dilema que se encontram os adventistas. E por certo, o material disponível desse assunto é mais que suficiente para refutar completamente a doutrina adventista sobre 1844, desferindo-lhe um golpe mortal.
Postado por Luciano às 14:15





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