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Aos Adventistas
Desde: 15/02/2003      Publicadas: 46      Atualização: 12/04/2012

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 Adventismo

  15/11/2011
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A igreja Adventista é uma seita? Parte 4 B: A culpa e a fonte do grande desapontamento


Dedico essa postagem a um adventista professor de matemática, Hendrickson Rogers, que criticou o MCA em seu Blog VEJA AQUI.


A CULPA DA DECEPÇÃO


Um dos maiores incômodos para os adventistas é a sua vergonhosa decepção de 22 de outubro de 1844. Cerca de 50 mil pessoas esperaram com Miller o retorno de Cristo, sem esse ter dito que voltaria naquela data. Mas o que a Ellen White tem a dizer sobre essa mancha "profética"?

O que será visto agora é a resposta que a profetisa adventista dá ao "Grande Desapontamento", a falha do relógio profético:

"Erros, que havia muito se acham estabelecidos na igreja, impediam-nos de chegar a uma interpretação correta de um ponto importante da profecia [...] Seu erro (de Miller) resultou de aceitar a opinião popular quanto ao que constitui o santuário" (WHITE, 1975, p.350, 351).

Até agora ela disse que Miller "deixou de lado todos os comentários das igrejas, que os ministros minavam a fé do povo, que eles não davam importância á profecia bíblica, que até anjos estavam guiando Miller, que o modo dele interpretar era usando a própria Bíblia, que ele era muito sábio em desmascarar erros, que ele era um reformador", enfim, o que foi descoberto por Miller não tinha erros. Não somente pelo que dizia, mas por quem dizia. Resultando em uma articulação de informações e vazias de sentido, Ellen White diz que a decepção foi por causa do conceito popular do "santuário" adotada por Miller!

Transferência de culpa. Essa é a reposta e a solução da profetisa para a falsa profecia de 1844. Ela já estava lançando essas sementes em outros trechos do livro, afirmando que Miller agia em conformidade com a ideia popular de que o santuário era a terra, e nesse aspecto crucial para eles, ele aceitou o conceito difundido pelo sistema que ele denunciava. (Porém, também deve ser dito que não existem provas que confirme que Guilherme Miller realmente pensava desta maneira!)

Muito evasivo da parte de Ellen White, tal interpretação dos fatos. Cabe perguntar agora: Onde fica a orientação divina que esse grupo supostamente estava recebendo? Procura-se uma prova que de tal conceito popular (de que a terra era o santuário) vinha realmente de teólogos cristãos comprometidos com a hermenêutica sadia, ou se é mais outro subterfúgio nessa plantação de desculpas descabidas?

Por qualquer que fosse a noção popular que a terra ou se parte dela era o santuário, isso de forma alguma anularia a leitura simples de Hb 9.24: "Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus."

Parece que a investigação irrefutável dos Adventistas não era tão exaustiva assim quanto se pinta. Outra informação dada nas notas de "O Grande Conflito", deixa escapar uma incongruência para essa justificativa. Nas páginas 686 e 687 é transcrito um elogio do Dr. Bush, pós-milenista e professor de Hebraico e literatura Oriental. Mas acontece que em uma expressão dele, ele reprova a desculpa, da teoria popular, que Ellen White apresenta:

"Vós vos enganastes inteiramente quanto à natureza dos acontecimentos que deveriam ocorrer ao fim destes períodos. Esta a causa primordial da irritação causada por vossas exposições."

Muito consciente. Esse professor alertou Miller do perigo. Embora Ellen White o cite para confirmar a cronologia adventista, a dificuldade que se apresentada nessa declaração, esvazia completamente as desculpas da senhora Ellen White. No meu ponto de vista essa citação destruiu a justificativa dela. O Dr Buch diz que a natureza do que se esperava estava errado! Isto é, a vinda de Cristo.

Mais uma justificativa é lançada no relato de Ellen White sobre a falsa profecia de 1844. A escandalosa comparação com os discípulos de Jesus Cristo. Note o que ela disse:

"Assim como os discípulos de Jesus estiveram em erro quanto ao reino a ser estabelecido no fim das setentas semanas, também os adventistas se enganaram em relação ao fato a ocorrer à terminação dos 2300 dias. Em ambos os casos, houve aceitação de erros populares, ou antes, uma advertência a eles cegando o espírito à verdade. Ambas as classes [...] sofreram desapontamento (WHITE, 1975, p.353).

Quando foi que os discípulos estavam enganados com respeito às suas mensagens? Quando Jesus estava com eles? Quando estavam sem Jesus? Na missão dos setenta? Posteriormente ao Pentecostes? Quando? Nas conversas particulares com o Senhor Jesus era natural o esclarecimento, mas quando eles anunciaram ao mundo uma data especifica para o fim? O adventismo tem aceitado e usado essa desculpa que Ellen White apresenta sobre a decepção de 1844. E não estão incomodados com isso.

Mesmo sabendo que a mensagem adventista levava uma data para o fim do mundo, Ellen White disse que Deus usou essa divulgação para anunciar Sua vontade: "[...] Deus cumpriu seu propósito, permitindo que a advertência do juízo fosse feita exatamente como o foi" (WHITE,1975, p.352).

Isso no mínimo é uma incoerência. Alguém falar para o mundo que Deus disse na Sua palavra que o mundo vai acabar em 22 de outubro de 1844, quando Ele nunca disse isso, e depois dizer, que mesmo assim Ele quis que se dissesse isso, é o mesmo de dizer que Ele mandou dizer aquilo que foi dito. Complicado e contraditório, mas é isso que a profetisa do movimento adventista insinuou.

Mas de onde Guilherme Miller tirou suas conclusões para uma interpretação tão arriscada?

Havia na época um grande número de crentes e interpretes oriundo de varias igrejas, que especulavam qualquer tipo de predições com base no livro de Apocalipse e Daniel. Esses, evidentemente, deixaram uma hermenêutica sadia, que norteava a teologia das igrejas históricas protestantes. Enveredando-se por essas especulações proféticas.

Ellen White assegura que Miller chegou a essa conclusão sozinho. Ela dedica um capítulo do livro O Grande Conflito para mostrar que outros em países diversos haviam chegado a uma conclusão semelhante, como que se fosse algo divinamente "direcionado". Mas quais são os fatos? Qual a real origem desse volume de mensageiros proféticos no sec. XIX?

Um ex-ancião das Testemunhas de Jeová, Carl Olof Jonsson, publicou um importante livro questionando a data profética de 1914 das Testemunhas de Jeová. É o melhor e mais profundo trabalho existente.

Mas para levantar a origem da data de 1914, Jonsson teve que percorrer essa parte da história que agora nos interessa:

"Na longa história da especulação profética, John Aquila Brown, da Inglaterra, desempenha um papel destacado. Embora não tenha sido encontrada qualquer informação biográfica sobre Brown até agora, ele influenciou fortemente o pensamento apocalíptico de sua época. Ele foi o primeiro expositor que aplicou os supostos 2.300 anos-dias de Daniel 8:14 de forma que terminassem em 1843 (depois 1844) (JONSSON, 2004, p37-40).

A expectativa Brown era a mesma que Miller pregou:"Esperava-se que o segundo advento ocorreria durante o ano 1843/44, contado da primavera a primavera [setentrional] como se fazia no calendário judaico."(JONSSON, 2004, p. 40)

Ainda que alguns rejeitem, Jonsson ainda refuta a possível objeção:

"Argumentou-se que os expositores nos Estados Unidos chegaram à data 1843 como sendo o fim dos 2.300 anos independentemente de Brown. Embora isso possa ser verdade, não pode ser provado, e é interessante que O Observador Cristão, de Londres, Inglaterra, um periódico iniciado em 1802 que tratava freqüentemente de profecias, tinha também uma edição americana publicada em Boston, que publicava simultaneamente artigo por artigo da edição britânica. Portanto o artigo de Brown sobre os 2.300 anos poderia ter sido lido por muitos nos Estados Unidos já em 1810. Logo depois disso, a data 1843 começou a aparecer em exposições proféticas americanas (JONSSON, 2004, p. 40).

Carl Jonsson apresenta em seu livro uma cópia de um periódico de J. A. Brown. Mostrando assim, evidencia de sua afirmação. Quem precisa agora provar ao contrário, são os adventistas.

Caso seja assim, ou não, uma coisa é certa: Não foram anjos que guiaram Miller em suas interpretações. Eles não dariam esse tipo de interpretação. E os resultados dessa previsão coloca toda a interpretação posterior, sob o mesmo problema.






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