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Aos Adventistas
Desde: 15/02/2003      Publicadas: 46      Atualização: 12/04/2012

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 Adventismo

  02/03/2003
  1 comentário(s)


Sábado

Está o Cristão obrigado a guardar o sábado do sétimo dia?

Está o Cristão obrigado a guardar o sábado do sétimo dia?

A doutrina mais cara ao adventismo é sem dúvida a guarda do sétimo dia da semana como repouso semanal e dia de culto a Deus. Este era também um dos pontos que, no primeiro século levou ao aparecimento da seita dos "judaizantes" que fora amplamente combatida pela Igreja Primitiva. Segundo a igreja adventista do sétimo dia todos os cristãos devem guardar o sábado do sétimo dia, pois para eles "Santificar o Sábado ao Senhor importa em Salvação eterna" (Testemunhos Seletos, volume III, p. 23) e sua base principal para este ensino é o quarto mandamento da lei, onde lemos:

"Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar, seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou" (Ex 20.8-11).

Nossa questão é, será que esta interpretação adventista do mandamento está correta? Temos mesmo que guardar o sábado para sermos salvos ou por qualquer outro motivo? Cremos que NÃO por diversos motivos, a saber:

a) A palavra sábado neste texto e em todo o Antigo Testamento significa DESCANSO (em hebraico "shabat") e não está ligado exclusivamente a um determinado dia da semana.

b) Deus ordenou aos israelitas a guarda do sábado nos dez mandamentos, bem como ordenou outros dias, inclusive outros dias da semana, como "sábado" ao Senhor, por exemplo, em Lv 23.32 lemos "Sábado de descanso solene vos será; afligireis a vossa alma; aos nove do mês, duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso Sábado". Veja bem, este sábado aqui não cairia no sétimo dia da semana, podria cair em qualquer dias pois era o nono dia do mês, assim sendo poderia haver ´sabado no domingo, na segunda, na terça, etc. Não sendo importante o dia, mas como já vimos, o descanso. É interessante notar também, que Deus chamou o sábado do sétimo dia de "shabat shabaton" (sábado dos sábados), da mesma forma que o fez com o dia da expiação (Lv 23.3,32) equiparando assim, todos os tipos de sábado, caiam em que dia cair.

c) Os adventistas do sétimo dia (ASD) dizem que os dez mandamentos são "lei moral" e que o restante do pentatêuco seria "lei cerimonial", portanto, havendo diferença entre o sábado do sétimo dia e os demais sábados bíblicos. O erro deste argumento fica demonstrado no Salmo 19.7 onde lemos "A Torá (lei) do Senhor é perfeita". Cometendo um grave erro exegético, os adventistas tentam aplicar esta passagem só aos dez mandamentos, fato é que "Torá" é a designação hebraica de toda a lei (os cinco livros de Moisés), o que coaduna com o pensamento do apóstolo Paulo que, olhando para o Antigo Testamento, declara: "Toda escritura é inspirada por Deus" (2 Tm 3.16), portanto, quando o autor bíblico fala que a lei é perfeita, ele está falando do pentatêuco todo, do qual os dez mandamentos são só um resumo, da mesma forma que Jesus os resumiu ainda mais, em apenas dois mandamentos (Mt 22.34-40) e finalmente o apóstolo Paulo resumiu-os em um só mandamento (Rm 13.10). Portanto, o sétimo dia é sábado do mesmo modo que o décimo dia do sétimo mês hebreu o era, pois há uma só lei que é perfeita. Quando a Bíblia fala de "leis", ela está falando de aspectos particulares de uma mesma Lei do Senhor.

d) Lemos em Isaías 1.13,14: "Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as festas de lua nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. As vossas festas da lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer". Deus, aqui, está aborrecido não só com as festas móveis de Israel, mas também com os seus sábados (do sétimo dia). Dizer que este texto só se aplica as festas móveis é um absurdo hermenêutico, pois o texto fala de "convocação das congregações" e isto ocorria também, e principalmente, no sábado do sétimo dia (Lv 23.3). Em Oséias 2.11 vemos o desgosto de Deus com o sábado judaico onde Ele afirma: "Farei cessar todo o seu gozo, as suas festas de lua nova, os seus sábados e todas as suas solenidades", nesta passagem clara, o Senhor afirma que faria CESSAR os sábados e que isto inclui o sétimo dia é liquido e certo pela expressão "todas as suas solenidades", obviamente o sétimo dia era uma solenidade de Israel e evidentemente seria cessada por mando de Deus.

e) A Bíblia nos diz com clareza que os sábados eram um sinal, uma aliança, uma instituição entre Deus e o antigo povo de Israel, portanto, não se aplica à Igreja do Novo Testamento, não sendo aplicável hoje aos cristãos. Lemos em Ezequiel 20.12,13: !Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. Mas a CASA DE ISRAEL se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto, para os consumir". Façamos então, um pequeno exercício de interpretação bíblica: A quem foi dirigidas tais palavras? Quem estava peregrinando em rebeldia pelo deserto? Foi você? Sua Igreja? Seus pais? Claro que não, esta resposta é simples: o antigo povo de Israel, logo, o sábados, mesmo estando nos dez mandamentos, são sinal e instituição divina PARA Israel e não para a Igreja, portanto, impor isto aos cristãos é errado e anti-bíblico. Resumindo, leia o texto de Ex 31.12-18 e veja como os sábados são EXCLUSIVAMENTE para o antigo Israel, note no versículo 13: "Tu, pois, falarás aos FILHOS DE ISRAEL e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados, pois é sinal entre mim e VÓS", e ainda, no versículo 14: "Portanto, guardareis o sábado, porque é santo PARA VÓS OUTROS". Depois de lermos textos bíblicos tão claros pode haver dúvidas em uma mente honesta quanto ao fato de o sábado do sétimo dia ser um sinal distintivo para o antigo povo de Israel, como também o era a circuncisão (Gn 17.9-14), e, portanto, não aplicável ao cristão hodierno? Claro que não.

f) Embora Deus tenha abençoado e santificado o dia sétimo da criação (Gn 2.2,3), Ele não ordenou a Adão guardá-lo, somente em Moisés o sábado se tornou uma lei, portanto, o sábado do sétimo dia é uma lei de aspecto cerimonial, nacional e litúrgico, pois a parte moral da lei de Deus é eterna, haja vista que o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3.4) e Adão pecou, logo, transgrediu a lei que já existia e era de seu conhecimento e obiamente não incluia o sábado.

g) Muito embora Deus tenha descansado no sétimo dia da criação, após a queda do homem, Ele interrompeu este descanso e passou a trabalhar pela salvação humana, inclusive nos sábados. Isto é provado quando Jesus, em dia de sábado do sétimo dia, é questionado pelos judeus sobre a guarda deste dia e responde-lhes dizendo: "Meu Pai trabalha atéa AGORA, e eu trabalho também" (Jo 5.17), ou seja, tanto Deus Pai, como Deus Filho (Nosso Senhor Jesus Cristo) certamente trabalham no dia de sábado, o que seria um absurdo para os adventistas, mas é claramente atestado na Bíblia.

h) Os adventistas do sétimo dia argumentam dizendo 'Jesus não veio mudar mas cumprir a lei' e citam Mt 5.17,18, portanto, entendem eles, o sábado está em "vigor". Isto é um contrasenso, pois como já vimos o sábado era só para Israel. O que o Senhor está dizendo então em Mt 5.17,18? Para uma correta compreensão deste texto é importante notar que a expressão "lei e profetas" usada por Jesus não se refere ao sábado ou as cerimônias judaicas, esta expressão significa na linguagem de hoje o mesmo que o termo BÍBLIA, Jesus estava então afirmando que como Messias que ele era e é, veio cumprir as profecias bíblicas do Antigo Testamento e não mudá-las, isto nada tem haver com sábado, circuncisão, carne de porco, etc.

i) Os adventistas argumentam também que, a lei, esegundo eles por conseguinte o sábado, estão ainda em vigor porque o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3.4), e sem ela não haveria pecado. Aqui eles erram novamente na interpretação, por isolarem um texto do seu contexto. Qual a lei que o apóstolo João está se referindo neste texto? A resposta está em 1 Jo 4.8, é a lei do amor/caridade (veja também Rm 13.10; Mt 7.12) e não as cerimônias e datas do Antigo Testamento. Portanto, segundo João, pecado é agir com desamor para com Deus e o próximo, isto nada tem haver com dias da semana e não prova nada a favor do sétimo dia, eles erraram novamente.

j) Guardam os adventistas verdadeiramente o sábado? Claro que não. O mandamento diz: "seis dias trabalharás" (Ex 20.9), isto é, para guardar o quarto mandamento não basta se abster do trabalho no sétimo dia é necessário, também, trabalhar os outros seis, trabalham os funcionários públicos adventistas brasileiros no domingo? Vão às aulas no domingo os jovens adventistas? Abrem eles suas lojas neste dia? Claro que não, logo, neme eles guardam o mandamento,e, portanto, não podem cobrar o mesmo dos outros.

k) Podemos afirmar biblicamente que o sábado não é necessário no Novo Testamento? Claro que sim. Primeiro, porque já vimos que o sábado era só para o antigo povo de Israel; em segundo lugar, porque não existe mandamento em o Novo Testamento que nos leve a guardar qualquer dia da semana; e em terceiro lugar, porque não temos obrigações morais em cima de cerimônias e liturgias e isto é claro na Bíblia, pois senão vejamos:

- "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo". (Cl 2.16,17).

- "Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente" (Rm 14.5).

- "como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravisar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco" (Gl 4.9b-11).

l) Um outro golpe mortal no sabatismo encontra-se em Atos capítulo 15. Nesta ocasião reuniu-se um concílio da Igreja Primitiva para resolver um problema sério, é que alguns "cristãos" estavam ensinando a respeito dos crentes não-judeus que "é necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés" (verso 5b), que o sábado do sétimo dia faz parte da lei de Moisés é nquetionável (Ex 20.8-11), logo, também este tema estava em questão naquele concílio cristão, uma vez que os que levantaram tal polêmica eram de origem farisaica e os fariseus tinham o sábado em alta estima. Nossa pergunta é, o que os apóstolos e a Igreja iluminados pelo Espírito Santo decidiram sobre esta questão? A resposta é clara e bíblica, encontrando-se nos versículos 28 e 29 deste capítulo: "Pois pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO e a nós não vos impor maior encargo além destas cousas ESSENCIAIS: que vos abstenhais das cousas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas cousas fareis bem se vos guardardes". Desta decisão aprendemos três verdades importantes: primeiro que, foi uma decisão do Espírito Santo através da Igreja, segundo que, da lei de Moisés só foi exigido dos cristãos gentios o abster-se do mal testemunho ("cousas sacrificadas a ídolos") e do sexo ilícito, o resto estamos livres, inclusive do sábado, das cerimônias, da circuncisão, etc., e em terceiro lugar, aprendemos que o sábado não é, na visão do Espírito Santo e dos apóstolos, algo essencial para a verdadeira fé cristã, pois ele não está incluído nas "cousas essenciais" da lei de Moisés mencionadas em nosso texto. Portanto, vemos biblicamente ruir toda a base sabatista do adventismo.

m) Também na História da Igreja Cristã os adventistas estão desamparados. Existem diversos testemunhos históricos que desde a Igreja Primitiva os cristãos tem guardado o domingo como seu dia de repouso e culto em comemoração à ressurreição do Senhor Jesus, marco principal da fé cristã. Temos testemunhos como o de Inácio de Antioquia (110 AD), do Didaquê XIV:1 e da Epístola de Barnabé XV:9, todos favorecendo a observância cristã do domingo e sendo todos no máximo do século II, em plena Igreja Primitiva. Além do que, temos o testemunho do estudioso e ex-adventista D. M. Canright que para compreender a expressão bíblica "No dia do Senhor" de Apocalipse 1.10 (no original grego: EN THÊ KURIAKE HEMERA), fez uma contextuação do texto sagrado com outros textos encontrados em documentos históricos, mostrando uma sequência, em sentido regressivo, de testemunhos que vão do século XVIII, initerruptamente ao I século da era cristã, especificamente ao ano 96 AD, em que foi escrito o Livro do Apocalipse, concluindo que esta expressão aplica-se ao primeiro dia da semana - o domingo.

n) Concluindo este assunto, qual o conselho do Novo Testamento sobre o dia de guarda atual dos cristãos? Por tradição apostólica e segundo o exemplo do Novo Testamento, os cristãos faziam seus cultos públicos no primeiro dia da semana, isto é, no domingo (At 20.7) e também nesse dia tiravam suas ofertas para os irmãos necessitados (1 Co 16.1,2). Não há nada que nos leve a mudar este costume, cremos ser de bom alvitre nos mantermos nele, todavia é importante saber que não tratamos o domingo com a fúria legalista de judeus e adventistas em relação ao sábado, pois, como explica Martinho Lutero em seu Catecismo Maior, guardar o dia de descanso não é se abster de trabalho e compras, mas é outrossim tomar tempo com a Palavra de Deus. E é isto que os evangélicos fazem, biblicamente, no domingo.

o) Como vimos, os adventistas exigem a guarda do sábado para a salvação ou como prova dela, a Bíblia nos diz que é "pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). Logo, se é por graça não depende de guardar este ou aquele dia, pois isto é obra da lei ou seja, esforço humano. Se o próprio Deus e seu Filho Jesus Cristo não guardaram, outrossim, trabalharam no sábado (Jo 5.16,17), como exigiriam tal coisa como pré-requisito ou prova de salvação? Eis aqui uma grave heresia adventista - a salvação por méritos próprios, nós cristãos estamos livres do peso do sábado e de outras frustrantes tentativas de colaboração com Deus ou auto-salvação, nossa salvação é graça - um presente imerecido, que recebemos somente pela fé em Jesus Cristo.



  Autor:   Retirado da Pagina “O Adventismo como ele é”


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